Super poderes para transformar vidas

Por Suki Ozaki

Todos nós temos a capacidade de fazer a diferença na vida de alguém, não importa a profissão. Basta estar atento e se dispor a ir um pouco além do que precisa ser feito e deixar a sensibilidade e a empatia fazerem o resto.


Dorival Daikon Vilalta é Auxiliar Técnico Ortopédico no Centro Especializado de Reabilitação da APAE (CER/APAE de Campo Grande-MS) há nove anos e a cinco é o responsável pelas próteses da instituição. Os pacientes vão de crianças a idosos, passando por todos os dramas humanos de alguém que tem de viver sem um dos membros. “A gente acaba se acostumando, mas as crianças sempre tocam mais a gente”, explica Dorival.


Um desses momentos, foi com o pequeno paciente, Thiago Alexandre dos Santos, um menino de 7 anos que tem uma malformação congênita (modificação funcional e estrutural que deixa uma perna mais curta que a outra). “Nas consultas ele não interagia com minhas brincadeiras e sempre estava muito quieto e sério”, relembra.


Foi quando Daikon teve uma ideia simples, mas que fez toda a diferença: colocar um adesivo com imagens do Mikey Mouse na prótese. E no dia em que Thiago a recebeu, foi como se tivesse ganho um troféu, relembra emocionada a dona Sonia Maria dos Santos, avó do Thiago. A alegria foi tanta que o corredor do CER/APAE se tornou pequeno para o Thiago que não parava de pular e correr. Isso aconteceu em maio.

A experiência deu tão certo que foi repetida novamente agora em setembro com a menina Raisa Jara Gomes, de 9 anos, que recebeu próteses da Mulher-Maravilha. Ela nasceu com foquismo, uma má formação congênica. Ela é de Coronel Sapucaia, município que fica na fronteira do Paraguai com Mato Grosso do Sul e andou a vida toda se arrastando com uma sandália crocs.


Sensibilizado mais uma vez com a história dessa pequena guerreira que luta desde o dia que nasceu, Daikon personalizou as próteses com a imagem da Mulher-Maravilha em homenagem a nossa pequena heroína.
O pai de Raisa, Leonido Lopes Gomes, o maior apoiador da filha, conta que ela acorda e já pede para colocar a prótese. “Fico muito emocionado em ver pela primeira vez a minha filha assim. Estamos contentes por termos conseguido. A APAE mudou completamente a nossa vida”, conta.

Já para Daikon e toda a equipe que acompanha o progresso da Raisa “vê-la andar pela primeira vez foi uma emoção para todos. Não tem maior pagamento que ver essa felicidade”, relembra.

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