O Schindler japonês

Você lembra do Filme “A lista de Schindler” (1983), do Steven Spielberg? Se não lembra, o filme conta a história verídica de um empresário alemão, Oskar Schindle, que salvou centenas de judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Pois bem, Chiune Sugihara foi um cônsul japonês, que também ajudou a salvar mais de 6 mil judeus nesse período, expedindo vistos. Só para lembrar a grandeza desses dois homens, é que se fossem descobertos, poderiam ser considerados traidores e, certamente, mortos. Histórias inspiradores de coragem e amor ao próximo.Você lembra do Filme “A lista de Schindler” (1983), do Steven Spielberg? Se não lembra, o filme conta a história verídica de um empresário alemão, Oskar Schindle, que salvou centenas de judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Pois bem, Chiune Sugihara foi um cônsul japonês, que também ajudou a salvar mais de 6 mil judeus nesse período, expedindo vistos. Só para lembrar a grandeza desses dois homens, é que se fossem descobertos, poderiam ser considerados traidores e, certamente, mortos. Histórias inspiradores de coragem e amor ao próximo.

Chiune Sugihara, foi um cônsul japonês que arriscou sua vida e carreira para salvar a vida de mais de 6 mil judeus. Estima-se que mais de 80 mil descendentes devem sua existência ao diplomata.Formado em literatura inglesa, Chiune Sugihara passou no exame para o Ministério das Relações Exteriores, e foi para Harbin, na China, onde estudou Russo e Alemão.Quando a Segunda Guerra Mundial estava prestes a eclodir, Chiune foi designado a abrir um consulado japonês na Lituânia. Seis meses depois, a Alemanha invadiu a Polônia e uma onda de refugiados judeus fugiram para a Lituânia. O cônsul holandês local, concordou em emitir vistos para Curaçao, de possessão holandesa. Mas para chegar ao Caribe, os refugiados deveriam passar pelo Japão. Foi assim que Multidões de pessoas começaram a acumular-se no consulado japonês. Chiune pediu instruções a Tóquio sobre o que fazer. Foram três os pedidos – os três negados. Mas os olhares suplicantes dos refugiados, fizeram com que Chiune desobedecesse as ordens superiores para salvar vidas.No início, Chiune pretendia emitir 300 vistos por dia e registrá-los nos livros consulares. Mas ao atingir 2.000 vistos, parou de registrar os vistos e de cobrar a taxa oficial.De 31 de julho a 28 de agosto, foram emitidos cerca de 6.000 vistos. Logo, o consulado foi fechado, mas Chiune continuou emitindo cartas de autorização no hotel antes de seguir para seu novo posto. A maioria dos refugiados conseguiu salvar-se.Chiune Sugihara salvou muitas de vidas, aos custos de sua brilhante carreira. Ao voltar para o Japão depois da guerra, foi imediatamente demitido. Sugihara jamais mencionou os seus feitos a ninguém. Por quase 30 anos, pouco se sabia dele até que ser localizado por um dos refugiados a quem ele concedeu o visto. Até então ele não tinha certeza se os vistos concedidos por ele haviam realmente ajudado os refugiados.Seus atos foram reconhecidos pelo governo de Israel, que o condecorou com o título de “Justo entre as nações” e cidadania israelense. Chiune Sugihara morreu aos 86 anos. Em sua lápide, está gravado seu nome: Chiune. Coincidência ou não, essa palavra, em japonês, significa mil novas vidas.

Fonte: Memorial do Holocausto/ Facebook

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